Esse vento gélido,
essa noite apática;
o mundo a descobrir
e o tédio a me corroer.
Quero amar, amar sem medida,
amar no sentido literal,
amar o tudo no nada!
Hoje, porém, negras cinzas,
escuridão, sombras,
tudo me parece trevas!
Há um buraco, um quase caos;
ecos da partida,
ecos da lembrança,
ecos das desgraças passadas.
Falta o tudo,
sobra o nada
neste mosaico de desprezo.
20.3.16
Ferimento
Rasgou-se a pele...
Carnes rubras, dor...
Semicírculo branco,
branco, branc...
branc, vermelho,
branc, vermelho,
bran, vermelho,
br, vermelho,
VERMELHO.
Ardência, vasos sanguíneos.
Oxigênio, endurecimento.
Uma casca mole...
Endurecimento...
Pedras de recifes, casca:
Regeneração.
25/10/2012
Carnes rubras, dor...
Semicírculo branco,
branco, branc...
branc, vermelho,
branc, vermelho,
bran, vermelho,
br, vermelho,
VERMELHO.
Ardência, vasos sanguíneos.
Oxigênio, endurecimento.
Uma casca mole...
Endurecimento...
Pedras de recifes, casca:
Regeneração.
25/10/2012
As palavras surgiram assim serenas.
Os lábios pronunciaram
o que já na abstração existia.
Um simples sonho,
paixão iniciada.
Confissão: "Sonhei contigo".
Então, rosto e mão:
Unidade singular de uma carícia.
Partem... Vão embora
os impedimentos de outrora.
Na irrealidade do sonho,
fez-se a materialidade de um amor.
21/05/2013.
Os lábios pronunciaram
o que já na abstração existia.
Um simples sonho,
paixão iniciada.
Confissão: "Sonhei contigo".
Então, rosto e mão:
Unidade singular de uma carícia.
Partem... Vão embora
os impedimentos de outrora.
Na irrealidade do sonho,
fez-se a materialidade de um amor.
21/05/2013.
Sem você
Sem você,
o mundo é sem graça,
a dor de amor não passa.!
Sem você,
a noite é uma eternidade,
a vida se perde em futilidades.
Sem você,
a pétala sua, desidrata,
a lua escurece, não é de prata.
Sem você,
a razão vira agonia!
Então volte, ó poesia!
(02/09/2009)
o mundo é sem graça,
a dor de amor não passa.!
Sem você,
a noite é uma eternidade,
a vida se perde em futilidades.
Sem você,
a pétala sua, desidrata,
a lua escurece, não é de prata.
Sem você,
a razão vira agonia!
Então volte, ó poesia!
(02/09/2009)
20.10.15
Diário de um Professor XII
Nesta semana, pareço carregar o mundo em minhas costas. É a semana da prova do ENEM e os alunos precisam sair bem nessa prova. Vamos ver no que dá isso...
28.7.15
Lembrança
Suaves sons emitiram,
delicadas carícias trocaram:
estavam amantes.
Mudez inicial desaparece
(são desnecessárias as palavras):
beijam-se rapidamente.
Rubra cor lhes cobre a face:
temem, rememoram, ocultam...
Na tentativa de ocultar,
mais viva tornam a lembrança:
eternizam o instante!
22.1.15
DIÁRIO DE UM PROFESSOR XI
Há quanto tempo não escrevo aqui... Já havia até me esquecido de como é bom deixar registrada a minha difícil tarefa de existir em um meio onde há o "esfriamento das relações interpessoais".
O ano começou agitadíssimo. Aliás, este ano será bem diferente em minha vida. Como resolvi cursar o mestrado, tive de abdicar de algumas das minhas aulas para que conseguisse ter uma boa performance na vida acadêmica. Porém, deixar algumas aulas é também deixar algum dinheiro de lado. Mas, vou me virando e tentando resolver tudo da melhor forma possível.
Na semana passada, saiu o resultado de um exame seletivo para que os alunos ingressem em faculdades pelo país todo. Para minha alegria (e penso que para a dos discentes também), muitos se saíram muito bem na redação. Destaco uma aluna do 1º ano que tirou 980... Isso agora me enche de ainda mais responsabilidades, mas delas não fujo!
Hoje, ainda não sei bem como ficarão meus horários de aulas... Sei que durante dois dias não estarei em casa (o mestrado fica em outra cidade) e que nos outros dias minha carga horária é cheia.
Que Deus me dê forças para continuar e saúde para trabalhar...
O ano começou agitadíssimo. Aliás, este ano será bem diferente em minha vida. Como resolvi cursar o mestrado, tive de abdicar de algumas das minhas aulas para que conseguisse ter uma boa performance na vida acadêmica. Porém, deixar algumas aulas é também deixar algum dinheiro de lado. Mas, vou me virando e tentando resolver tudo da melhor forma possível.
Na semana passada, saiu o resultado de um exame seletivo para que os alunos ingressem em faculdades pelo país todo. Para minha alegria (e penso que para a dos discentes também), muitos se saíram muito bem na redação. Destaco uma aluna do 1º ano que tirou 980... Isso agora me enche de ainda mais responsabilidades, mas delas não fujo!
Hoje, ainda não sei bem como ficarão meus horários de aulas... Sei que durante dois dias não estarei em casa (o mestrado fica em outra cidade) e que nos outros dias minha carga horária é cheia.
Que Deus me dê forças para continuar e saúde para trabalhar...
3.1.15
VIDA (DIVA)
O corpo belo
(adequado).
O nome trivial
(aceitável, apenas).
No sorriso, oculta,
oculta a clareza
que a faz sublime.
Se do pensamento
a tua imagem me foge,
recorro às palavras.
Aí te mostras dócil:
meneias o manjar divino.
Na pronúncia do teu nome,
perco-me em melodias:
som sereno se associa ao ser
(és eterna em tua efemeridade).
Sem saber, parodio enredos:
o amor que nos aproxima
é o mesmo que nos afasta.
Afastamo-nos da vida real!
04-06-2014
(adequado).
O nome trivial
(aceitável, apenas).
No sorriso, oculta,
oculta a clareza
que a faz sublime.
Se do pensamento
a tua imagem me foge,
recorro às palavras.
Aí te mostras dócil:
meneias o manjar divino.
Na pronúncia do teu nome,
perco-me em melodias:
som sereno se associa ao ser
(és eterna em tua efemeridade).
Sem saber, parodio enredos:
o amor que nos aproxima
é o mesmo que nos afasta.
Afastamo-nos da vida real!
04-06-2014
14.9.14
11.7.14
PESO
Ser contado entre os que vencem:
pesada carga a carregar
(acúmulo de expectativas
depositadas/impostas)
rumo a lugar algum.
25/11/2013
pesada carga a carregar
(acúmulo de expectativas
depositadas/impostas)
rumo a lugar algum.
25/11/2013
3.7.14
Constatações
O acúmulo de lembranças confunde:
Há momentos,
mas corpo não há mais;
há essa dor,
mas a ferida já não incomoda...
O acúmulo de lembranças é a pedra,
a pedra que mostra o nosso grau de humanidade.
Há momentos,
mas corpo não há mais;
há essa dor,
mas a ferida já não incomoda...
O acúmulo de lembranças é a pedra,
a pedra que mostra o nosso grau de humanidade.
27.12.13
Palavras
As palavras eram só palavras,
mas deram-lhes vida,
deram-lhes significado real,
conjecturaram, inferiram,
divulgaram, alardearam,
explicitaram o que nem
no implícito estava!
Malditas palavras!
Saíram do dedo
e mesmo assim se encorparam,
criaram o que não criei,
construíram o que não projetei.
Geraram esta inquietação,
levantaram um muro
afastando quem estava próximo
(de fato).
São malditas as palavras,
mas não hei de deixá-las!
02/06/2011
mas deram-lhes vida,
deram-lhes significado real,
conjecturaram, inferiram,
divulgaram, alardearam,
explicitaram o que nem
no implícito estava!
Malditas palavras!
Saíram do dedo
e mesmo assim se encorparam,
criaram o que não criei,
construíram o que não projetei.
Geraram esta inquietação,
levantaram um muro
afastando quem estava próximo
(de fato).
São malditas as palavras,
mas não hei de deixá-las!
02/06/2011
26.12.13
Ano Novo
Esperar mais um ano chegar
é como esperar uma vitrine de estranhezas.
Pensa-se num novo emprego
(que talvez nunca se consiga),
pensa-se numa nova namorada
(que talvez nem seja tão nova assim),
pensa-se em uma nova vida
(tão velha de antigos desejos).
Esperar mais um ano chegar
é uma forma de fugir do hoje
sem deixar que o futuro
traga de fato apenas novidades.
é como esperar uma vitrine de estranhezas.
Pensa-se num novo emprego
(que talvez nunca se consiga),
pensa-se numa nova namorada
(que talvez nem seja tão nova assim),
pensa-se em uma nova vida
(tão velha de antigos desejos).
Esperar mais um ano chegar
é uma forma de fugir do hoje
sem deixar que o futuro
traga de fato apenas novidades.
14.12.13
O canário
Canta canário, não para de cantar.
Com teu canto, em cada canto,
encanta quem na vida
aprendeu a amar.
Com teu canto, em cada canto,
encanta quem na vida
aprendeu a amar.
10.11.13
Reféns
Vivemos o tempo dos homens sem tempo,
o tempo dos desiludidos em massa,
o tempo da procura pelo nada,
o tempo em que querem chegar
sem ao menos terem saído!
Vivemos o tempo das células-tronco,
o tempo do progresso e do retrocesso,
o tempo da paz que é gerada pela guerra,
o tempo em que ter vale mais que ser,
pois mais vale a "cédula-tronco".
Vivemos o tempo
(ou ele nos vive?)
em que nada mais podemos fazer.
O tempo do futuro sem presente.
O tempo dos que têm sede de si mesmos!
Vivemos o tempo do tempo
(não o nosso).
o tempo dos desiludidos em massa,
o tempo da procura pelo nada,
o tempo em que querem chegar
sem ao menos terem saído!
Vivemos o tempo das células-tronco,
o tempo do progresso e do retrocesso,
o tempo da paz que é gerada pela guerra,
o tempo em que ter vale mais que ser,
pois mais vale a "cédula-tronco".
Vivemos o tempo
(ou ele nos vive?)
em que nada mais podemos fazer.
O tempo do futuro sem presente.
O tempo dos que têm sede de si mesmos!
Vivemos o tempo do tempo
(não o nosso).
13.10.13
18.7.13
Professor em férias
Há uma praia, às margens do Rio Tocantins.
Ali, em meio aos hedonistas,
refugio-me para descansar.
Meio estranho, meio deslocado,
ouço uma música de fraca letra
(uma tal de "Vai no cavalinho...").
Tento fugir, tento correr,
mas estou em férias.
Tento me distrair,
tento me divertir,
mas percebo que um professor em férias
é sempre um professor (crítico e cético).
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