Quando eu partir desta vida,
acho que será tudo muito chato.
Meus amigos relembrarão momentos,
alguns familiares chorarão,
os filhos dirão que me amavam tanto...
Quando eu partir, sei lá,
pode ser que eu mesmo
sinta falta desta vida.
A verdade é que quando eu me for,
seja hoje ou amanhã,
não me acostumarei com o tédio
que deve haver do outro lado de lá.
21.2.12
12.2.12
Diário de um professor VI
É, Diário! Parece que nem tempo para me dedicar a meus prazeres eu tenho tido. Escrever é meu maior prazer, mas nesta semana pouco pude fazer! As aulas começaram em todos os lugares em que trabalho e isso me toma quase todo o tempo que o dia tem.
Recentemente, fiquei abalado com uma proposta de emprego que recebi. Ponderei bastante e, confesso!, até pensei em ir. Mas, ao verificar o que PODERIA SER e o que JÁ SOU, resolvi continuar trabalhando nos moldes que estou.
São tantas as expectativas, tantos alunos entregues a nós, professores, que é difícil não sonhar junto com eles. Nervoso? Claro que fico às vezes. No mais das vezes, porém, fico extremamente empolgado com meus "pupilos".
Espero que esta semana tudo dê ainda mais certo para mim e meus alunos!
Sei que nada me separará deste amor, o amor pela docência!
Boas leituras.
Recentemente, fiquei abalado com uma proposta de emprego que recebi. Ponderei bastante e, confesso!, até pensei em ir. Mas, ao verificar o que PODERIA SER e o que JÁ SOU, resolvi continuar trabalhando nos moldes que estou.
São tantas as expectativas, tantos alunos entregues a nós, professores, que é difícil não sonhar junto com eles. Nervoso? Claro que fico às vezes. No mais das vezes, porém, fico extremamente empolgado com meus "pupilos".
Espero que esta semana tudo dê ainda mais certo para mim e meus alunos!
Sei que nada me separará deste amor, o amor pela docência!
Boas leituras.
9.2.12
7.2.12
Link para estudo
Pessoal do 2° ano, aí está um material para estudo.
Basta acessar o seguinte endereço:
http://www.slideshare.net/professoraste/oraes-subordinadas-substantivas
Basta acessar o seguinte endereço:
http://www.slideshare.net/professoraste/oraes-subordinadas-substantivas
28.1.12
Etimologia sentimental

O amor,gangrena a eliminar personalidades,
inquieta os que o assumem!
As palavras são adocicadas,
os sonhos parecem aceitáveis
e a vida até mais colorida.
O tempo, porém, senhor nosso,
mostra-nos que amar
é perder-se ante o outro,
é uma renúncia insana
a dizimar o que de fato se é!
O amor e o amar são cognatos,
são egoístas desde a etimologia,
são vocábulos a nos controlarem!
Diário de um professor V
28/01/2012
08:54h
Sábado,dia tranquilo... É realmente preciso aproveitar esse dia para ler e meditar muito. Durante a semana, não há muito tempo para isso.
Minhas aulas de quinta-feira e sexta-feira à noite foram muito produtivas. Não posso negar que a forma com que lido com os alunos ajuda muito. Mas, confesso, a última aula é sempre a mais "apática" na visão dos alunos. A mente quer dar atenção à aula, mas o corpo padece o peso de um dia todo de trabalho! Por isso nem cobro muito dos alunos, apenas o silêncio e a tentativa de aprender algo do que estou passando a eles.
****
Ontem, um aluno me ligou. Ele foi aprovado numa universidade federal, ainda que curse o 2º ano, e quer saber a minha opinião sobre o que ele deve fazer, ou seja, quer que eu diga faça isso ou aquilo. Ele diz que a mãe o quer lá, mas ele não sabe bem como resolver esse imbróglio. Resumindo: a bomba veio explodir em minhas mãos. Até parece que sou um sábio conselheiro grego. Coisas desse tipo, cansam-me ainda mais. Aliás, tudo me pesa no pensar. Qualquer probleminha é suficiente para efervescer meu pensar e me deixar muito, muito preocupado. Sei, porém, que isso logo passa...
Feliz, feliz mesmo fiquei na ontem à tarde. Duas ex-alunas que agora estudam na capital me disseram que sentem saudade de minhas aulas. Gostei muito disso. Afinal, elas agora estudam com "um professor referência" na minha área, mas penso que eu não perco muito para ele não (só na remuneração e na fama)!
Bom, vou tomar um café ali porque preciso ir para a roça.
Cordiais e sinceras saudações a todos.
08:54h
Sábado,dia tranquilo... É realmente preciso aproveitar esse dia para ler e meditar muito. Durante a semana, não há muito tempo para isso.
Minhas aulas de quinta-feira e sexta-feira à noite foram muito produtivas. Não posso negar que a forma com que lido com os alunos ajuda muito. Mas, confesso, a última aula é sempre a mais "apática" na visão dos alunos. A mente quer dar atenção à aula, mas o corpo padece o peso de um dia todo de trabalho! Por isso nem cobro muito dos alunos, apenas o silêncio e a tentativa de aprender algo do que estou passando a eles.
****
Ontem, um aluno me ligou. Ele foi aprovado numa universidade federal, ainda que curse o 2º ano, e quer saber a minha opinião sobre o que ele deve fazer, ou seja, quer que eu diga faça isso ou aquilo. Ele diz que a mãe o quer lá, mas ele não sabe bem como resolver esse imbróglio. Resumindo: a bomba veio explodir em minhas mãos. Até parece que sou um sábio conselheiro grego. Coisas desse tipo, cansam-me ainda mais. Aliás, tudo me pesa no pensar. Qualquer probleminha é suficiente para efervescer meu pensar e me deixar muito, muito preocupado. Sei, porém, que isso logo passa...
Feliz, feliz mesmo fiquei na ontem à tarde. Duas ex-alunas que agora estudam na capital me disseram que sentem saudade de minhas aulas. Gostei muito disso. Afinal, elas agora estudam com "um professor referência" na minha área, mas penso que eu não perco muito para ele não (só na remuneração e na fama)!
Bom, vou tomar um café ali porque preciso ir para a roça.
Cordiais e sinceras saudações a todos.
26.1.12
Diário de um Professor IV
26/01/2012
08:15h
Não devia ser assim, mas o professor é um renunciador de si. Dizem que os médicos "renunciam os finais de semana e as noites de sono em prol do paciente". Não sei não, viu! Quem disse isso talvez não entenda bem a alucinante rotina de um professor. Rotina em que, muitas vezes, nem tempo para dormir com a "cuca fresca" ele tem. Aos finais de semana, prepara aula e corrigi prova. Detalhe agravante: se for professor de Língua Portuguesa então, está literalmente "frito". Tudo que ele vê, quer interpretar, analisar. Aí já pensa em como usar isso nas aulas... Haja trabalho!
Aula mesmo, nesta semana só ministrei na segunda-feira. Dia tranquilo, sem grandes empecilhos. Em alguns alunos, desta nova safra de 2012, já vejo uma certa empatia comigo. Já começam a entender mesmo o meu projeto de trabalho. Tenho, por isso, algumas metas a cumprir. Porém, estou "amarrado" por um Plano de Curso que literalmente "engessa" minhas aulas. Sabedor dessas dificuldades, compartilhei com a minha Coordenadora Pedagógica o meu drama:preciso trabalhar muito conteúdo com os meninos e, para tanto, preciso de liberdade para tal! Sinceramente, confio muito na Coordenadora. Muitos colegas reclamam de seus "superiores hierárquicos". Eu me aproximo deles e neles confio. Só assim conseguirei trabalhar bem!
Desde a última segunda, já estou trabalhando na outra escola também. Reuniões, discussões e planejamentos. Algo novo ocorreu lá: tivemos uma muito boa palestra com uma pedagoga e psicóloga. Muito boa a palestra! O senso do trabalho em equipe foi retomado (espero!). Lembrei de uma frase que criei:
Numa constelação, uma estrela pode brilhar mais. No entanto, só haverá o brilho maior da constelação se todas, em uníssono, perfulgenciarem a parte.
Hoje, às 12h, eu deveria estar num almoço na federal. Porém, meus compromissos aqui me impedem de fazê-lo. Uma pena. Mas, o jogo prossegue.
Terça e quarta à noite, desta semana, aproveitei a "folga temporária na agenda" (outros lugares em que trabalho ainda não iniciaram as suas aulas) e fui com meu filho à quadra, assistir a alguns jogos de futebol. Para falar a verdade, fui para acompanhá-lo. Não tenho mais ânimo para ver "peladeiros" numa amadora partida de futebol. Mas gostei... Gostei de ficar perto do meu filho e poder mostrar a ele que também posso levar "entretenimento" a ele e que não sou só aquele que trabalha, trabalha, trabalha...
Alivio-me quando escrevo.
Saudações e abraços a todos.
08:15h
Não devia ser assim, mas o professor é um renunciador de si. Dizem que os médicos "renunciam os finais de semana e as noites de sono em prol do paciente". Não sei não, viu! Quem disse isso talvez não entenda bem a alucinante rotina de um professor. Rotina em que, muitas vezes, nem tempo para dormir com a "cuca fresca" ele tem. Aos finais de semana, prepara aula e corrigi prova. Detalhe agravante: se for professor de Língua Portuguesa então, está literalmente "frito". Tudo que ele vê, quer interpretar, analisar. Aí já pensa em como usar isso nas aulas... Haja trabalho!
Aula mesmo, nesta semana só ministrei na segunda-feira. Dia tranquilo, sem grandes empecilhos. Em alguns alunos, desta nova safra de 2012, já vejo uma certa empatia comigo. Já começam a entender mesmo o meu projeto de trabalho. Tenho, por isso, algumas metas a cumprir. Porém, estou "amarrado" por um Plano de Curso que literalmente "engessa" minhas aulas. Sabedor dessas dificuldades, compartilhei com a minha Coordenadora Pedagógica o meu drama:preciso trabalhar muito conteúdo com os meninos e, para tanto, preciso de liberdade para tal! Sinceramente, confio muito na Coordenadora. Muitos colegas reclamam de seus "superiores hierárquicos". Eu me aproximo deles e neles confio. Só assim conseguirei trabalhar bem!
Desde a última segunda, já estou trabalhando na outra escola também. Reuniões, discussões e planejamentos. Algo novo ocorreu lá: tivemos uma muito boa palestra com uma pedagoga e psicóloga. Muito boa a palestra! O senso do trabalho em equipe foi retomado (espero!). Lembrei de uma frase que criei:
Numa constelação, uma estrela pode brilhar mais. No entanto, só haverá o brilho maior da constelação se todas, em uníssono, perfulgenciarem a parte.
Hoje, às 12h, eu deveria estar num almoço na federal. Porém, meus compromissos aqui me impedem de fazê-lo. Uma pena. Mas, o jogo prossegue.
Terça e quarta à noite, desta semana, aproveitei a "folga temporária na agenda" (outros lugares em que trabalho ainda não iniciaram as suas aulas) e fui com meu filho à quadra, assistir a alguns jogos de futebol. Para falar a verdade, fui para acompanhá-lo. Não tenho mais ânimo para ver "peladeiros" numa amadora partida de futebol. Mas gostei... Gostei de ficar perto do meu filho e poder mostrar a ele que também posso levar "entretenimento" a ele e que não sou só aquele que trabalha, trabalha, trabalha...
Alivio-me quando escrevo.
Saudações e abraços a todos.
22.1.12
Diário de um professor III
* Qualquer semelhança com a realidade é mera casualidade.
22/01/2012
09:50h
Domingo é dia de descanso, certo? Não para um professor de Redação. É difícil estar a par de vários assuntos ao mesmo tempo. Para isso, preciso recorrer a jornais, revistas e a alguns noticiários. Livros? Claro que também os leio. Porém, o domingo é um dia carregado para quem tanta coisa tem a ensinar...
Não posso reclamar (e nem o faria!), porém. Meus dois primeiros dias de aula foram bem proveitosos. Já notei alguns dos alunos que realmente entendem o meu projeto de ensino e que logo estarão muito empolgados para mudarem suas vidas através dos estudos. Ensinar à noite não é fácil. Aliás, penso que em nenhum horário tem sido fácil ser professor. Muitos pais já não acompanham a vida estudantil de seus filhos e o resultado é a celeuma em que se transformaram as escolas. Tudo isso sobrecarrega o professor, que muitas vezes faz o papel de pai, amigo e instrutor de ensino. Alguns não aguentam o fardo. Eu, diferentemente de muitos, faço o que gosto e por isso me empenho tanto.
Numa das salas que entrei nesta semana, percebi a falta de perspectivas de alguns. Porém, sei que logo mudarei esta mentalidade deles. Sonhar é preciso! Acreditar que se pode ter uma vida melhor neste país onde nada parece contribuir para a educação tem se tornado quase uma utopia. Mesmo assim, não posso deixar que meus discípulos desanimem e por isso, em alguns casos, até tenho que contar a minha história de vida (luta, superação, garra, fome...) para que eles vejam que ao pobre também é dado o direito de estudar, vencer e "ser alguém na vida" (ainda que muitos digam: "Ele é só um professor")! Já começo a encher o cântaro de alguns com boas novas...
Ah! Ia me esquecendo... Tenho grandes amizades construídas em sala de aula e o meu relacionamento com os alunos tende sempre ao alto astral (ainda que de vez em quando "pedras" apareçam no caminho). Por essa razão, alguns invejam meu jeito e tentam a todo momento me derrubar. Estou firme, porém! Já sei lidar com isso. Nesta semana, incrivelmente, uma "colega" de trabalho até me chamou de "ESSE HOMEM AÍ". Tudo bem... Entendo o despeito dela. Aliás, ela queria minhas aulas... Mas não as terá! Isso é o que a irrita!
O domingo promete ser muito bom para meus propósitos literários.
Amanhã começo a trabalhar em outro escola. Muitas mudanças prometem surgir lá.
Vamos esperar e ver no que dará tanta expectativa.
Saudações a todos.
22/01/2012
09:50h
Domingo é dia de descanso, certo? Não para um professor de Redação. É difícil estar a par de vários assuntos ao mesmo tempo. Para isso, preciso recorrer a jornais, revistas e a alguns noticiários. Livros? Claro que também os leio. Porém, o domingo é um dia carregado para quem tanta coisa tem a ensinar...
Não posso reclamar (e nem o faria!), porém. Meus dois primeiros dias de aula foram bem proveitosos. Já notei alguns dos alunos que realmente entendem o meu projeto de ensino e que logo estarão muito empolgados para mudarem suas vidas através dos estudos. Ensinar à noite não é fácil. Aliás, penso que em nenhum horário tem sido fácil ser professor. Muitos pais já não acompanham a vida estudantil de seus filhos e o resultado é a celeuma em que se transformaram as escolas. Tudo isso sobrecarrega o professor, que muitas vezes faz o papel de pai, amigo e instrutor de ensino. Alguns não aguentam o fardo. Eu, diferentemente de muitos, faço o que gosto e por isso me empenho tanto.
Numa das salas que entrei nesta semana, percebi a falta de perspectivas de alguns. Porém, sei que logo mudarei esta mentalidade deles. Sonhar é preciso! Acreditar que se pode ter uma vida melhor neste país onde nada parece contribuir para a educação tem se tornado quase uma utopia. Mesmo assim, não posso deixar que meus discípulos desanimem e por isso, em alguns casos, até tenho que contar a minha história de vida (luta, superação, garra, fome...) para que eles vejam que ao pobre também é dado o direito de estudar, vencer e "ser alguém na vida" (ainda que muitos digam: "Ele é só um professor")! Já começo a encher o cântaro de alguns com boas novas...
Ah! Ia me esquecendo... Tenho grandes amizades construídas em sala de aula e o meu relacionamento com os alunos tende sempre ao alto astral (ainda que de vez em quando "pedras" apareçam no caminho). Por essa razão, alguns invejam meu jeito e tentam a todo momento me derrubar. Estou firme, porém! Já sei lidar com isso. Nesta semana, incrivelmente, uma "colega" de trabalho até me chamou de "ESSE HOMEM AÍ". Tudo bem... Entendo o despeito dela. Aliás, ela queria minhas aulas... Mas não as terá! Isso é o que a irrita!
O domingo promete ser muito bom para meus propósitos literários.
Amanhã começo a trabalhar em outro escola. Muitas mudanças prometem surgir lá.
Vamos esperar e ver no que dará tanta expectativa.
Saudações a todos.
19.1.12
Diário de um professor II
19/01/2011 (10:11h)
Ontem, até tentei escrever, mas o ânimo não me veio. Confesso que ruminei isso o dia todo, mas preferi deixar para fazer minhas anotações hoje...
O início do ano é meio cruel para nós. Estamos preocupados com horário de aula, com o número de aulas e com o lugar onde daremos aulas! Há uma tendência ao estresse, mas isso logo passa. Superamos tudo muito naturalmente (parece que a nossa vocação de persistência está sempre conosco!).
Nesta semana, recebi algumas mensagens de celular. Aliás, adoro mensagens desse tipo! Duas delas me incomodaram. Elas eram de alunos que diziam confiar em meu trabalho e que contavam comigo para mais um ano de luta escolar. Claro que gostei da confiança em mim depositada! Porém, isso me deixa ainda mais pressionado a exercer um bom trabalho! Fácil não é, mas tentarei não decepcioná-los! Sinceramente, até gosto deste tipo de pressão. Gosto de trabalhar no limite, pois assim rendo mais e não me acomodo. Este ano, então, há um monte de "aventureiros" querendo tomar o meu lugar. Estão ávidos pela minha queda. Pena que eu não os alegrarei! "Permanecerei firme e forte até a morte".
Esta semana é crucial. Tenho que repassar meus horários para os outros lugares em que trabalho. O problema é que me falta horário. Tenho que arrumar um jeito!
Ministrar tantas aulas é duro. Muitas vezes até me esqueço do meu eu. Parece que vivo ininterruptamente como professor. Cansativo? Sim! Mesmo assim, gosto do que faço. Por isso tanto me entrego ao trabalho. Este ano, porém, quero curtir um pouco mais a minha vida pessoal. Vamos ver no que dá.
Hoje começam as aulas e tenho boas perspectivas para elas.
Até mais a todos.
Saudações de paz e bem!
Ontem, até tentei escrever, mas o ânimo não me veio. Confesso que ruminei isso o dia todo, mas preferi deixar para fazer minhas anotações hoje...
O início do ano é meio cruel para nós. Estamos preocupados com horário de aula, com o número de aulas e com o lugar onde daremos aulas! Há uma tendência ao estresse, mas isso logo passa. Superamos tudo muito naturalmente (parece que a nossa vocação de persistência está sempre conosco!).
Nesta semana, recebi algumas mensagens de celular. Aliás, adoro mensagens desse tipo! Duas delas me incomodaram. Elas eram de alunos que diziam confiar em meu trabalho e que contavam comigo para mais um ano de luta escolar. Claro que gostei da confiança em mim depositada! Porém, isso me deixa ainda mais pressionado a exercer um bom trabalho! Fácil não é, mas tentarei não decepcioná-los! Sinceramente, até gosto deste tipo de pressão. Gosto de trabalhar no limite, pois assim rendo mais e não me acomodo. Este ano, então, há um monte de "aventureiros" querendo tomar o meu lugar. Estão ávidos pela minha queda. Pena que eu não os alegrarei! "Permanecerei firme e forte até a morte".
Esta semana é crucial. Tenho que repassar meus horários para os outros lugares em que trabalho. O problema é que me falta horário. Tenho que arrumar um jeito!
Ministrar tantas aulas é duro. Muitas vezes até me esqueço do meu eu. Parece que vivo ininterruptamente como professor. Cansativo? Sim! Mesmo assim, gosto do que faço. Por isso tanto me entrego ao trabalho. Este ano, porém, quero curtir um pouco mais a minha vida pessoal. Vamos ver no que dá.
Hoje começam as aulas e tenho boas perspectivas para elas.
Até mais a todos.
Saudações de paz e bem!
17.1.12
Diário de um professor
*Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
17/01/2011
Ontem voltamos ao trabalho. Sinceramente, não sei por que voltamos. Quando se reúnem professores, o negócio fica meio sinistro, cabuloso até (como diriam meus alunos). É uma reclamação por aula, por salário, por mais espaço no grupo... Sinceramente, não sei por que voltamos! Até parece que havia perspectivas de melhorar para nós... Esqueceram-se, os meus colegas, de que uma das máximas deste nosso país é não deixar o povo pensar? Esqueceram-se de que professores bem remunerados desempenham magnificamente bem o seu papel e, por isso, passam a questionar o sistema político instaurado até então?... Justamente por essa razão, continuamos ganhando bem menos do que a maioria dos profissionais graduados.
Mas, deixando de lado tanto lamento (visto que eu já esperava que a cena assim se daria!), um fato muito me incomodou ontem. Um amigo meu, também professor, em roda de conversa , exclamou:
- Enquanto o professor ganhar pouco, não terá respeito social. Qual é o respeito que nós temos fora do colégio? Somos tratados como "coitadinhos". Outro dia, numa fila, um aluno me disse que havia saído muito mal numa prova que fizera e que sua nota só dava para fazer para esses cursos mais fracos, algo como os cursos de licenciatura... Fiquei muito nervoso...
Bom, deixando de lado o que disse meu colega de trabalho, vamos ser realistas. O professor nunca ganhou bem no Brasil. Se ganhou, não foi numa época em que me lembro (parem de me criticar aqueles que estão lendo este diário!). Claro que não se pode ter respeito social uma classe que se autodestrói ou se automutila (o que mais vemos são professores falando mal de outros professores). O ideal seria a união (difícil no caso da classe docente). Mesmo assim, há saídas (eu espero esperançoso!).
Agora é esperar para ver quais os desdobramentos deste ano letivo que se inicia.
Enquanto isso, vou registrando aqui minhas impressões...
Saudações a todos.
17/01/2011
Ontem voltamos ao trabalho. Sinceramente, não sei por que voltamos. Quando se reúnem professores, o negócio fica meio sinistro, cabuloso até (como diriam meus alunos). É uma reclamação por aula, por salário, por mais espaço no grupo... Sinceramente, não sei por que voltamos! Até parece que havia perspectivas de melhorar para nós... Esqueceram-se, os meus colegas, de que uma das máximas deste nosso país é não deixar o povo pensar? Esqueceram-se de que professores bem remunerados desempenham magnificamente bem o seu papel e, por isso, passam a questionar o sistema político instaurado até então?... Justamente por essa razão, continuamos ganhando bem menos do que a maioria dos profissionais graduados.
Mas, deixando de lado tanto lamento (visto que eu já esperava que a cena assim se daria!), um fato muito me incomodou ontem. Um amigo meu, também professor, em roda de conversa , exclamou:
- Enquanto o professor ganhar pouco, não terá respeito social. Qual é o respeito que nós temos fora do colégio? Somos tratados como "coitadinhos". Outro dia, numa fila, um aluno me disse que havia saído muito mal numa prova que fizera e que sua nota só dava para fazer para esses cursos mais fracos, algo como os cursos de licenciatura... Fiquei muito nervoso...
Bom, deixando de lado o que disse meu colega de trabalho, vamos ser realistas. O professor nunca ganhou bem no Brasil. Se ganhou, não foi numa época em que me lembro (parem de me criticar aqueles que estão lendo este diário!). Claro que não se pode ter respeito social uma classe que se autodestrói ou se automutila (o que mais vemos são professores falando mal de outros professores). O ideal seria a união (difícil no caso da classe docente). Mesmo assim, há saídas (eu espero esperançoso!).
Agora é esperar para ver quais os desdobramentos deste ano letivo que se inicia.
Enquanto isso, vou registrando aqui minhas impressões...
Saudações a todos.
16.1.12
Como escrever um bom texto?
A leitura sempre foi uma das grandes contribuidoras para aqueles que intentam a construção de um bom texto! Isso é fato. No entanto, nos últimos anos, o que se tem visto foi uma melhora na parte gramatical do texto e uma queda de qualidade nas informações que os alunos compartilham em suas redações. Como se deu isso? Como melhorar isso?
Inicialmente, é preciso que se ressalte a importância de uma boa base para a formação de futuros “redatores excepcionais”. Tendo sido bem ensinado na Educação Infantil, no Ensino Fundamental, o aluno está a meio caminho de conseguir uma boa produção textual no ensino médio. Claro que o bom ensino das teorias gramaticais, das formas de leitura e das técnicas de redação sozinhas não modelam um “autor excelente”. Ainda assim, são essenciais para que o aluno consiga a base necessária para produzir com autoria e com propriedade textos louváveis.
Por outro lado, alguns alunos são bem instruídos e, quando chegam ao ensino médio, não possuem a base conteudística exigida por alguns temas propostos para a redação. Isso tem gerado redações gramaticalmente bem construídas, estruturalmente bem forjadas e, acreditem!, com pouca abordagem do tema sugerido. Essa é uma falha grave que deve ser construída logo nos primeiros meses do 1º ano do Ensino Médio.
Como, então melhorar a produção textual nos três últimos anos que antecedem a entrada do aluno na universidade? Simples. Primeiramente, é preciso que o aluno esteja atento aos clássicos literários nacionais e a alguns universais. Clássicos não são Best-sellers. Muitos livros bem vendidos pouco ajudarão em temas relevantes das principais universidades brasileiras. O ideal é que o aluno selecione o que irá ler e faça um pequeno projeto de textos afins, o que facilitará a correlação futura que ele poderá estabelecer entre os textos (a chamada intertextualidade). Certamente, muitos se perguntarão sobre quais livros devem ler. Essencialmente, não podem faltar alguns dos nossos grandes autores (Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, José de Alencar, Clarice Lispector, Marina Colasanti, Graciliano Ramos...). Isso não é uma lista cabal e sim uma lista sugestiva ao aluno.
Filmes também ajudam. Assistir a muitos filmes amplia a área de discussão temática dos alunos. Documentários, filmes mais antigos, lançamentos, releituras de filmes já produzidos... Tudo isso ajudará aqueles que querem de fato se tornarem bons redatores e se prepararem bem para os vestibulares e concursos.
As músicas têm o seu papel de relevância também no contexto de formação do bom redator. Ouvir artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, entre outros, ajuda muito na hora da transmissão de conhecimento por parte de quem escreve o texto. Isso ajudará o leitor a perceber a capacidade de correlação que o emissor possui.
Assim, pensando em tudo isso, o emissor conseguirá as habilidades necessárias para construir a “redação nota 10”, tão almejada por todos. Para isso, não há receita e sim um percurso de leitura que o aluno deve trilhar .
Inicialmente, é preciso que se ressalte a importância de uma boa base para a formação de futuros “redatores excepcionais”. Tendo sido bem ensinado na Educação Infantil, no Ensino Fundamental, o aluno está a meio caminho de conseguir uma boa produção textual no ensino médio. Claro que o bom ensino das teorias gramaticais, das formas de leitura e das técnicas de redação sozinhas não modelam um “autor excelente”. Ainda assim, são essenciais para que o aluno consiga a base necessária para produzir com autoria e com propriedade textos louváveis.
Por outro lado, alguns alunos são bem instruídos e, quando chegam ao ensino médio, não possuem a base conteudística exigida por alguns temas propostos para a redação. Isso tem gerado redações gramaticalmente bem construídas, estruturalmente bem forjadas e, acreditem!, com pouca abordagem do tema sugerido. Essa é uma falha grave que deve ser construída logo nos primeiros meses do 1º ano do Ensino Médio.
Como, então melhorar a produção textual nos três últimos anos que antecedem a entrada do aluno na universidade? Simples. Primeiramente, é preciso que o aluno esteja atento aos clássicos literários nacionais e a alguns universais. Clássicos não são Best-sellers. Muitos livros bem vendidos pouco ajudarão em temas relevantes das principais universidades brasileiras. O ideal é que o aluno selecione o que irá ler e faça um pequeno projeto de textos afins, o que facilitará a correlação futura que ele poderá estabelecer entre os textos (a chamada intertextualidade). Certamente, muitos se perguntarão sobre quais livros devem ler. Essencialmente, não podem faltar alguns dos nossos grandes autores (Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, José de Alencar, Clarice Lispector, Marina Colasanti, Graciliano Ramos...). Isso não é uma lista cabal e sim uma lista sugestiva ao aluno.
Filmes também ajudam. Assistir a muitos filmes amplia a área de discussão temática dos alunos. Documentários, filmes mais antigos, lançamentos, releituras de filmes já produzidos... Tudo isso ajudará aqueles que querem de fato se tornarem bons redatores e se prepararem bem para os vestibulares e concursos.
As músicas têm o seu papel de relevância também no contexto de formação do bom redator. Ouvir artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, entre outros, ajuda muito na hora da transmissão de conhecimento por parte de quem escreve o texto. Isso ajudará o leitor a perceber a capacidade de correlação que o emissor possui.
Assim, pensando em tudo isso, o emissor conseguirá as habilidades necessárias para construir a “redação nota 10”, tão almejada por todos. Para isso, não há receita e sim um percurso de leitura que o aluno deve trilhar .
15.1.12
Convivência

A convivência:
trivial metamorfoseado
da outrora beleza extremada.
Melodia fúnebre,
latentes, lastimosos lamentos.
O inverno aparece
e traz os badalos tristes,
o transbordar, o barulho do choro...
Lastimosos lamentos latentes.
Tontas tentativas, o tropeço!
Cada queda, cara na pedra.
O poeta percebe:
a certeza dilacerada.
Novamente, a sina:
neve quente,
no endurecido coração mole.
Pesadelo depois do almoço
O amor quando é forte
faz bater o coração
e mesmo estando sem sorte,
sentindo-me perto da morte,
não me deixo cair ao chão.
A mente pensativa
assusta-se, amedrontada.
E numa ação gradativa
e numa manobra ativa
vou atrás da minha amada.
Ao chegar, ela me olha...
Fico sem graça, falo tanto
que meu peito até se molha
e uma lágrima rola
e me vejo logo em pranto.
Rosinha, envergonhada,
vem minha lágrima conter
e pra mim, toda endeusada,
ela, minha querida namorada,
parece nada entender.
Desabafo! A cabeça a doer
faz de mim um flagelado
e num pulo, sem compreender,
digo a Rosinha, sem querer,
que dela não sou mais namorado.
Ela enlouquece, desmaia,
urra, geme, se aborrece
e sem que uma lágrima caia
ela diz ser da gandaia
como se tudo aquilo ela quisesse.
Não entendo nada, perco a razão
e Rosinha insiste, me xingando
dizendo-me horrores, um monte de palavrões
que não me amava de coração
e que já estava quase me largando.
Um namorado ela arrumara
lá pras bandas de Natal.
E desde então para lá rumara
e que até se casara
quando eu trabalhava em Palmital.
Num repente, um homem barbudo
aparece no lugar.
Ele grande, parrudo,
diz já saber de tudo
e que iria me matar.
Saca o revólver,
dá-me um tiro.
Eu finjo não me mover
e sem ele perceber,
do bolso um canivete tiro.
Enfio-lhe o objeto na garganta
e ele desfalece, espumando.
A Rosinha se amedronta...
Digo-lhe impropérios, deixo-a tonta
e dali me vou andando...
faz bater o coração
e mesmo estando sem sorte,
sentindo-me perto da morte,
não me deixo cair ao chão.
A mente pensativa
assusta-se, amedrontada.
E numa ação gradativa
e numa manobra ativa
vou atrás da minha amada.
Ao chegar, ela me olha...
Fico sem graça, falo tanto
que meu peito até se molha
e uma lágrima rola
e me vejo logo em pranto.
Rosinha, envergonhada,
vem minha lágrima conter
e pra mim, toda endeusada,
ela, minha querida namorada,
parece nada entender.
Desabafo! A cabeça a doer
faz de mim um flagelado
e num pulo, sem compreender,
digo a Rosinha, sem querer,
que dela não sou mais namorado.
Ela enlouquece, desmaia,
urra, geme, se aborrece
e sem que uma lágrima caia
ela diz ser da gandaia
como se tudo aquilo ela quisesse.
Não entendo nada, perco a razão
e Rosinha insiste, me xingando
dizendo-me horrores, um monte de palavrões
que não me amava de coração
e que já estava quase me largando.
Um namorado ela arrumara
lá pras bandas de Natal.
E desde então para lá rumara
e que até se casara
quando eu trabalhava em Palmital.
Num repente, um homem barbudo
aparece no lugar.
Ele grande, parrudo,
diz já saber de tudo
e que iria me matar.
Saca o revólver,
dá-me um tiro.
Eu finjo não me mover
e sem ele perceber,
do bolso um canivete tiro.
Enfio-lhe o objeto na garganta
e ele desfalece, espumando.
A Rosinha se amedronta...
Digo-lhe impropérios, deixo-a tonta
e dali me vou andando...
O corpo

Essa apatia,
esse corpo vulnerável:
a vida gasta em futilidades.
Para que enrijecê-los?
Flácidos logo estarão
ao chegar o pôr-do-sol.
A adiposidade generalizada
oculta a bela forma,
dos que um dia "foram"
(e não "eram"!)
egocêntricos seres.
O corpo, no anonimato,
vira arma psicológica,
vira ausência,
vira melancolia,
volve ao nada!
Ressalvas
Mudos gritos,
alma flagelada:
o sofrimento em coletivos.
A introspecção:
certeza do ser ímpar.
Amor incógnito,
vida flagelada:
como ser dois
sendo um no âmago?
Perfídia vã...
Intentei alianças:
Minhas agruras são!
alma flagelada:
o sofrimento em coletivos.
A introspecção:
certeza do ser ímpar.
Amor incógnito,
vida flagelada:
como ser dois
sendo um no âmago?
Perfídia vã...
Intentei alianças:
Minhas agruras são!
20/01/2011
A folha seca roda, roda, rodopia,
contorciona-se ao vento,
dobra e desdobra
ao acaso...
Numa água, ela cai
e perde a autonomia de outrora.
A foz é o súbito destino,
destino de quem intentou
rompes as amarras do caminho.
contorciona-se ao vento,
dobra e desdobra
ao acaso...
Numa água, ela cai
e perde a autonomia de outrora.
A foz é o súbito destino,
destino de quem intentou
rompes as amarras do caminho.
19/01/2011
Angústia, vieste de onde?
Onde encontraste forças
para tanto assolar?
Onde tua abstração
encontrou a concretude?
Sem respostas, a personificação
parece-me intransponível.
Onde encontraste forças
para tanto assolar?
Onde tua abstração
encontrou a concretude?
Sem respostas, a personificação
parece-me intransponível.
Constatações

"Beleza é fundamental",
já disse o poeta.
Engana-se: a beleza é acidental!
A mais bela das moças
assim o é enquanto não há posse.
Muitas até chegarão ao casamento,
mas, ainda que "belas",
serão trocadas por outra(s)
ainda mais belas.
A relatividade da beleza de hoje
é o tempo até uma no amanhã.
A tênue certeza, então,
dúvida concreta forma:
se há amor na beleza,
na feiúra há o desamor?
22/09/2009
O poeta, mal
Na cela, o poeta.
Marceneiro linguístico,
desempregado.
Cria, copia,
inova, renova...
O artista só.
Só como a saudade,
sozinho como a solidão.
Olha a folha: branca,
alva como a inspiração
(que lhe falta agora!).
Os dedos desliza sobre o papel,
sente-os marcados,
vincados talvez.
Olha no verso,
há sombras de letras.
Mas como?, logo pensa.
Nada escrevera.
Mas há letras!
Letras de um pensar mediúnico,
de uma vocação insana.
E eis a razão do poeta
pensar não ter manchado
a face da frente da folha:
lembranças poeticidas.
Marceneiro linguístico,
desempregado.
Cria, copia,
inova, renova...
O artista só.
Só como a saudade,
sozinho como a solidão.
Olha a folha: branca,
alva como a inspiração
(que lhe falta agora!).
Os dedos desliza sobre o papel,
sente-os marcados,
vincados talvez.
Olha no verso,
há sombras de letras.
Mas como?, logo pensa.
Nada escrevera.
Mas há letras!
Letras de um pensar mediúnico,
de uma vocação insana.
E eis a razão do poeta
pensar não ter manchado
a face da frente da folha:
lembranças poeticidas.
Pai e Mãe
K'ien
A vida atormenta
e fere, e estraçalha
o ser poeta.
K'uen
A morte... ferida aberta n'alma.
O sonho... mal essencial à poesia.
A perda... anseio ímpar.
19/07/2010
A vida atormenta
e fere, e estraçalha
o ser poeta.
K'uen
A morte... ferida aberta n'alma.
O sonho... mal essencial à poesia.
A perda... anseio ímpar.
19/07/2010
Assinar:
Postagens (Atom)